domingo, 10 de março de 2013

Pessoas que passam na nossa vida - Chaplin






Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

                             Charles Chaplin

sábado, 9 de março de 2013

A Aliança do Veríssimo



A aliança







      Luis Fernando Verissimo

Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa - diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. É perfeitamente possível.

— Pois é. Eu...

— SEU CRETINO!

— Meu bem...

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem...

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim. 

E foi tratar do jantar.

Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 37.


http://www.releituras.com/lfverissimo_alianca.asp

sexta-feira, 8 de março de 2013

Evento: AUTISMO E INFÂNCIA - ONDE ESTÁ O SUJEITO?

Oiê ...

Estava na Associação de Psicanálise da Bahia no grupo de estudos e me deparo com a divulgação de um evento bem interessante. 

AUTISMO E INFÂNCIA - ONDE ESTÁ O SUJEITO?

Faz tempo que conheço o professor Esteban Levin e desde a graduação leio seus escritos que de fato complementam minha inscrição teórica. Dele tenho os livros Clínica Psicomotora e Clínica e Educação com crianças do outro espelho ambos da Editora Vozes.

Eles estrá aqui em Salvador nos próximos dias 22 e 23 de Março de 2013.

Abaixo a programação do evento.

Milla






quinta-feira, 7 de março de 2013

Fuxicando sobre Psicologia Organizacional


Oiê ...

Nas minhas andanças em busca de materiais para as aulas me deparei com este texto que trata-se de uma resenha sobre o livro A banalização da injustiça social, de Christophe Dejours. Tal resenha me fez pensar a importância desta discussão em sala tendo em vista meu papel de educadora.

Levantar os pontos principais trazidos por Dejours acerca das relações dos sujeitos e do trabalho faz-se premente numa formação voltada para o sujeito do conhecimento.

Milla



A (in)sustentável banalização do ser1


Soraya Rodrigues MartinsI; Roberto Moraes CruzII; Sílvio Paulo BotoméIII
IMestranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (sorayarm@terra.com.br) 
IIDoutor em Engenharia de Produção. Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (rcruz@cfh.ufsc.br) 
IIIDoutor em Psicologia, Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (botome@cfh.ufsc.br)


Como as pessoas sofrem no trabalho, sacrificam a si mesmas ou sacrificam outros? Por que não há mobilização coletiva contra o sofrimento no trabalho? E por que cada vez mais as pessoas toleram situações profissionais que há algum tempo eram inaceitáveis? Mesmo sabendo sobre o agravamento do sofrimento psíquico no trabalho a que todos estão submetidos, ele é negado ou banalizado. A resignação, a negação ou a banalização desse sofrimento ocorrem pela familiaridade? Como é possível cooperarmos com a injustiça, mesmo quando não a aprovamos? Inquietações como essas acompanham toda a leitura do livro A banalização da injustiça social, de Christophe Dejours, publicado no Brasil em 1999 pela Editora da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Nessa obra, o autor faz um exame da participação e do consentimento das pessoas em relação às várias formas de exclusão e injustiças sociais praticadas em nome do modo de produção da sociedade contemporânea. O livro, escrito em forma de ensaio, contém uma análise do processo de construção da tolerância ao sofrimento no trabalho na França, que poderia ser transferida para a realidade brasileira, consideradas as diferenças culturais.

Para Dejours, o grande palco do sofrimento psíquico é configurado no trabalho, composto de um complexo sistema de relações e motivações intersubjetivas, tensionadas pelo maniqueísmo das categorias do bem e do mal. Por detrás das vitrines da contemporaneidade, do progresso tecnológico, da melhoria da qualidade de vida, surgem as imposições da organização do trabalho; imposições de horário, ritmo, formação, informação, rapidez, produção e adaptação à ideologia dos modelos de gestão empresarial. Do lado dos trabalhadores, a vivência de situações relacionadas às exigências permanentes de mercado, à ameaça de exclusão, ao desemprego primário e crônico sinaliza a dimensão social e individual mais evidente do sofrimento no trabalho. O cenário social é de enfraquecimento das políticas de bem-estar social. O "clima de ameaça de desemprego" e as práticas de "enxugamento da máquina produtiva" utilizados, tanto no Estado quanto na iniciativa privada, intensificam o processo de precarização do trabalho, as relações de troca descompensatórias e a atitude sacrificial do trabalhador.

O ensaio de Dejours consiste em uma importante contribuição à análise do processo de mobilização em massa de pessoas "de bem" para o "trabalho sujo", isto é para o consentimento, participação e colaboração na injustiça, no sofrimento infligido a outrem. Para a análise da injustiça infligida a outrem na forma banalizada de gestão do trabalho, o autor retrocede na História, revendo o nazismo alemão sob a ótica de Hannah Arendt (1963), conforme citado pelo autor, ao examinar a "normopatia", a atitude do oficial nazista Eichmann de permitir, consentir e colaborar na matança indiscriminada de judeus durante a Segunda Guerra, a qual a filósofa designou como a expressão da banalidade do mal.Dejours, usando os conceitos de banalização do mal, a partir de Arendt, e de distorção comunicacional, de Habermas, realiza uma instigante reflexão sobre a banalização e a negação do sofrimento no trabalho, relacionando-os a investigações empíricas de sua experiência como pesquisador.

No percurso dessa obra, uma questão serve de ponto de partida para o autor: quais são as motivações subjetivas da dominação; por que uns consentem em padecer(de tal) sofrimento, enquanto outros aceitam infligir tal sofrimento?Dejours descreve os processos de construção e a adoção de estratégias individuais e coletivas de defesa, que funcionam como uma armadilha psicológica, incrementando a aceitação e a tolerância do sofrimento no trabalho.

Para Dejours, a banalização do mal repousa sobre o processo de reforço recíproco das relações entre sofrimento e trabalho e sofrimento e (des)emprego. Destaca como todos estão envolvidos nesses processos. Por um lado, demostrando como a recusa sindical em considerar a importância da subjetividade, negando-a em nome de uma idéia de que o subjetivo tolhe a mobilização coletiva e a consciência de classe, contribui para a clivagem2(dissociação ou cisão) entre sofrimento e indignação, pelo próprio descompasso entre as lutas sindicais e as vivências do trabalhador. Por outro lado, realiza no livro a análise de como os trabalhadores, para manterem seus empregos e para não adoecerem, acabam cometendo atos que reprovam em si mesmos. E, com isso, reforçam a perversão de um sistema que ataca sua integridade física e psíquica, além da imagem que têm de si mesmos. O uso de estratégias defensivas, que negam e rejeitam o sofrimento no trabalho, além de ajudar os trabalhadores a nele se manterem, termina por promover a contínua precarização do trabalho e do emprego. Assim como promove uma condição social e existencial indesejável e inaceitável. Ao banalizar o mal, a injustiça e o sofrimento psíquico, decrescem as possibilidades de reações de indignação e mobilização coletiva, em detrimento de uma ação em direção à solidariedade e ao senso de justiça.

A negação do sofrimento no trabalho nesse contexto promove apatia e rejeição pelos desempregados e vergonha daqueles que mantêm seus empregos. Esses sentimentos conflituosos desembocam na impossibilidade de exprimir e elaborar o sofrimento no trabalho, impedindo, segundo o autor, a fala e o reconhecimento do sofrimento alheio daqueles outros que estão sem emprego. Isto é, para negar o que sente o sujeito desenvolve a intolerância para com o sofrimento alheio, perde a consciência dele, pela cisãoentre sofrimento, (des)emprego e injustiça social. O mal pode ser promovido pela cisãoentre afeto e pensamento, ou pela simples ausência de pensamento na consciência.

Apesar de a cisãoassumir em cada sujeito uma forma específica, segundo sua história particular, quando o seto excluído do pensamentoé comum ao grupo em que está inserido o sujeito pode substituir o pensamento pessoal por ideologias e estratégias defensivas coletivas. A origem da maldade, seguindo a reflexão do autor, não parece estar na própria violência, mas nas estratégias coletivas de defesa mobilizadas diante do medo e da ameaça da própria integridade física e psíquica, num contexto de relações sociais de dominação do qual não é possível desertar. A vivência do sofrimento permanece singular, mas as defesas podem ser objeto de cooperação coletiva. O trabalho, além de ser a realização de ações subjetivadas (no sentido atribuído pela Psicologia do Trabalho francesa), é também um viver em comum. No trabalho, as pessoas criam ações para enfrentar a defasagem entre a organização prescrita (tarefa) e a organização do trabalho real. Nesse mesmo trabalho, elas constrõem sentido para a situação, para o sofrimento e para o próprio trabalho. Dejours identifica dois processos básicos na mobilização subjetiva que colocam uma pessoa na posição perversa de colaboradora do mal, mesmo sendo ela, reconhecidamente, uma "pessoa de bem" (não perversa). Por um lado, o uso do medo e da ameaça de castração simbólica, presentes no discurso da virilidade (masculinidade) reconhecida pelo grupo como instrumento de banalização do mal e promotora da inversão do ideal de justiça. De outro, a racionalidade pática(com condutas, ações, decisões) apoiada em uma racionalidade construída coletivamente e utilizada pelo sujeito para preservação de sua saúde física e mental, ou para realização de uma construção subjetiva de sua identidade, e de seu pertencimento a um grupo.

A ação da "banalização do mal", descrita por Dejours, repousa sobre um dispositivo de três estágios. Um deles é constituído por pessoas cujo engajamento não é defensivo, mas é resultante de impulsos perversos conscientes e inconscientes, onde se situam aquelas que fazem parte da organização do "trabalho sujo" (do mal). Um outro estágio é constituído por colaboradores diretos, no qual a participação ativa é obtida mediante estratégias coletivas e ideologias de defesa (estratégia coletiva de defesa do tipo "cinismo viril"). Um terceiro estágio é constituído pela massa das pessoas que recorrem a estratégias de defesa contra o medo e à ameaça de exclusão comuns ao grupo. Essas podem ser unificadas em estratégias coletivas de defesa, apoiadas em ideologias dominantes no grupo, e colocadas à sua disposição também por meio de estratégias de distorção comunicacional utilizadas pelas organizações de trabalho.
Dejours, apoiado no conceito de distorção comunicacional(de Habermas), examina as comunicações organizacionais, a cultura empresarial, a publicidade e a mídia interna que, em nome da "valorização", criam comunicações distorcidas sobre o trabalho (a mentira organizacional), ocupando o lugar do não-dito, do silêncio entre os trabalhadores sobre o real do trabalho, negando a descrição da atividadeprodutiva, do sofrimento subjetivo e da injustiça no trabalho. O sofrimento característico da ação gerencial surge com a construção da mentira organizacional, na imputação de sofrimento e injustiça ao outro e no apagamento de vestígios que evidenciam a mentira como, por exemplo, a exclusão ou silenciamento de pessoas mais velhas (memória) e de pessoas portadoras de doenças do trabalho. O sofrimento característico dessa ação gerencial costuma ser negado e clivado no processo de racionalização, que costuma ser apoiado pelo discurso científico sobre metodologias organizacionais.

A leitura desse ensaio de Dejours coloca o leitor diante da dinâmica de como as pressões, o medo e a ameaça de exclusão do trabalho podem gerar alienação, violência e doenças, por meio de estratégias de defesa contra o sofrimento. Ao mesmo tempo, e paradoxalmente, o trabalho permanece como mediador de auto-realizaçâo, sublimação e saúde. O autor, embora explorando as estratégias referentes ao discurso masculino de dominação, tem o cuidado de diferenciar as estratégias de defesa e a ideologia defensiva de cunho viril (nas quais o real do trabalho é negado coletivamente com o uso de racionalizações) das estratégias de defesa construídas no discurso (por exemplo, na Enfermagem), caracterizadas por um cerceamento do real do trabalho, sem negá-lo totalmente.
A abordagem clínica propiciada pela Psicodinâmica do Trabalho sugere que, no cerne do processo de banalização do mal, está o sofrimento articulado às estratégias defensivas. Para enfrentar esse processo, é preciso re-qualificar o sofrimento no trabalho e re-conhecer o intrincamento entre ação, trabalhoe sofrimento, dado que uma ação sempre envolve, em sua manifestação, atividade, paixão, motivação e subjetividade.

A leitura do livro A banalização da injustiça socialrevela-o denso e interessante, verdadeiramente pertinente, pelas originais articulações realizadas pelo autor com a finalidade de compreender, pelo método do desvelamento, o que não é dito e é vivido, por tantos trabalhadores em tempos modernos.

Referências 
ARENDT, H. Eichmann em Jerusalém- Um relato sobre a banalidade do mal. (A primeira edição, em alemão, foi feita em1963) Tradução de José Rubens Siqueira.São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
DEJOURS, C. A banalização da injustiça social. Trad. Luiz Alberto Monjardim. Rio de Janeiro: FGV, 1999.


1 Resenha do livro de C. Dejours A banalização da iniustiça social.Traduzido por Luiz Alberto Monjardim e publicado pela Ed. Fundação Getúlio Vargas - FGV - do Rio de Janeiro em 1999, com 163 páginas. 
2 A noção freudiana de clivagem(ou cisão), associada à noção de inconsciente, designa uma divisão psíquica, configurando uma posição conflitiva do ego, onde o sujeito fica separado de parte de suas representações 

MARTINS, Soraya Rodrigues; CRUZ, Roberto Moraes; BOTOME, Sílvio Paulo. A (in)sustentável banalização do ser. Rev. Psicol., Organ. Trab.,  Florianópolis,  v. 1,  n. 1, jun.  2001 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572001000100007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  22  fev.  2013.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Um choro Chorão

Oiê ...

Hoje quando li na internet e vi que Chorão havia morrido ainda com causas aparentemente desconhecidas passei a me perguntar sobre o valor da vida.

O que levamos dela de fato?

Quando mais jovem acompanhei a carreira do grupo e gostava muito da poesia deles. Algumas palavras rápidas atribuladas no rock ou às vezes rap, na batida pesada do baixo, da guitarra e bateria ... Fui para vários shows na época em que frequentava o Festival de Verão ... Fui ainda em festivais de rock na Concha Acústica do TCA e entre esqueitistas e patricinhas curti, escutei e dancei ao som dele - Chorão.

Confesso ter ficado mexida tentando entender: como assim, morreu?! me perguntei ...
Ontem no carro escutava sua música, troquei de CD e é como se ali acontecesse o passe, o ponto final. Será que escutarei no carro novamente? Sinceramente não sei a resposta.


NÃO É SÉRIO


Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério

Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, pra onde vou
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério

A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima.... segue a rima

Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Também sou rimador, também sou da banca
Aperta um do forte que fica tudo a pampa

Fuxicando sobre Inclusão

Oiê ...


No dia 17 de Fevereiro eu trouxe aqui no "Fuxicando com Milla" um post acerca das bases pedagógicas adotadas pela Escola da Ponte lá de Portugal. Deixei em aberto a discussão para que pudéssemos ampliar sobre o assunto, com novos alinhavos ... hoje trago-o à baila visto que nos últimos dias venho pensando sobre inclusão.

 Quando lá nos seus documentos a Escola da Ponte refere:

"A organização que esta Escola põe em prática inspira uma filosofia inclusiva e cooperativa que se pode traduzir, de forma muito simplificada no seguinte: todos precisamos de aprender e todos podemos aprender uns com os outros e quem aprende, aprende a seu modo no exercício da Cidadania". 

Penso que tal princípio denota o que seria ao meu ver EDUCAÇÃO considerando que acredito nesta como um processo dialético no qual os sujeitos não se posicionam de modo rígido e estático mas num intercambiar  que permite trocas, curiosidades, ampliações, teses, antíteses e novas sínteses ...

Ou seja, será que precisamos chamar de "escola inclusiva" ou apenas escola? 

Aguardo os próximos alinhavos ...